Kubo e as Cordas Mágicas - Análise


Olá pessoas! Como já sabemos 2016 foi um ano com muitos blockbusters e, em virtude disso, algum filmes passaram despercebidos pelo público geral, Kubo foi um desses filmes e olha, foi uma surpresa agradável me deparar com esta animação pelas internets da vida.

Em outubro deste ano, o estúdio LAIKA (responsável pelo excelente Coraline) nos entregou uma animação em stop motion dirigida por Travis Knight e com vozes de Matthew McConaughey e Charlize Theron. O longa nos conta a história de como Kubo e sua mãe escaparam do Rei da Lua e suas filhas que queriam roubar o outro olho do menino, estes continuam a procurar Kubo, de modo que o garoto nunca pode se expor à luz da lua. 




Para poder cuidar de sua mãe, Kubo utiliza da sua magia para dar vida à origamis através de sua música (utilizando um shamisen) e assim conseguir algumas moedas numa pacata vila. No entanto, ele se descuida, a noite chega e com ela os mais diversos perigos, agora Kubo deve seguir em uma jornada para reencontrar as peças da armadura de seu falecido pai, o maior guerreiro samurai que o mundo já viu e, desse modo, derrotar o Rei da Lua.


A fluidez dos bonecos utilizados nesta animação é impressionante, mesmo as cenas de batalhas, cuja movimentação é mais exigente, são excelentes e não transparecem que estes personagens são apenas bonecos e não resultado de CGI. Este é um fato curioso, pois o estúdio LAIKA se empenha em dar vida à bonecos, ao mesmo tempo em que Kubo (com sua magia) dá vida aos origamis em suas histórias.



Esta animação é muito mais densa que pode parecer ao início, pois aborda conceitos referentes ao significado da morte, discorrendo sobre como nós sobrevivemos mesmo após a nossa partida, também sobre como os seres são finitos e ao mesmo tempo eternos, sobre a importância da mortalidade, entre outras reflexões pertinentes ao ser humano. 

Tanto a trama quanto os personagens são muito cativantes, é uma tarefa praticamente impossível tentar não se apegar à eles. A miscigenação entre incocência e sabedoria que envolvem Kubo é feita com muito carinho, de modo que o protagonista alterna entre momentos de humor intrínsecos à uma criança e momentos de diálogos extremamente refinados, tudo isso é feito de uma maneira orgânica e, em nenhum momento, parece forçado.

O roteiro de Chris Butler e Marc Haimes é bem construído e muito corajoso ao nos entregar desfechos surpreendentes para alguns personagens, bem como nos apresentar um final diferente do esperado, mas que é tocante e muito belo, sendo perfeitamente coeso com a mensagem que o filme quer passar.


Kubo e as cordas mágicas é uma jornada empolgante, de uma beleza ímpar e com uma mensagem profunda. É, possivelmente, a melhor animação do ano e deve entrar para a sua lista de filmes à assistir. Se deixe levar pela história e encontre-se cantarolando a música tema por alguns dias.

"Se você precisar piscar, faça isso agora. Pois se você fechar os olhos, mesmo que por um segundo, nosso herói certamente morrerá".

Bruno Balestrin

Um comentário:

  1. Como é que eu não fiquei sabendo desse filme? Agora estou na dúvida se é um que eu achei a arte parecida com Como Treinar seu Dragão (o que, pelo post, não é), ou se eu nunca fiquei sabendo mesmo haha. Eu AMO Stop Motion e adorei Coraline, logo, certo que a animação é muito atraente para mim. A história parece ser bem maluca também e eu adoro isso ahusidhaui. Vou conferir pra ver se é mesmo a melhor animação do ano :P

    Beijos, Vickawaii
    http://finding-neverland.zip.net

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