Rogue One: Uma História Star Wars - Análise

 

"I'm one with the force and the force is with me". 

Olá nerds! Dezembro é sempre uma época de festividades, cheio de amor, troca de presentes e alegria contagiante. Tudo isso se deve, obviamente, à estreia de filmes da franquia Star Wars não é mesmo? O que mais comemoraríamos nesta época do ano afinal?


Este ano o cinema foi presenteado com Rogue One, um spin off do universo Star Wars, que conta a história de como um grupo de rebeldes roubou os planos da Estrela da Morte, ou seja, esta história se passa entre os episódios III e IV. A direção fica por conta do fã Gareth Edwards (Godzilla) e trilha sonora de Michael Giacchino (não, dessa vez não teremos John Willians como maestro dessa ópera espacial). O elenco principal é composto por Felicity Jones, Diego Luna, Jiang Wen, Alan Tudyk e Donnie Yen (Sim, o mestre em artes marciais). O longa ainda conta com Ben Mendelsohn, Mads Mikkelsen, Forest Whitaker e com a voz de James Earl Jones (Darth Vader sim!).


Eu admito que estava um pouco desconfiado com este filme, o "hype" (felizmente) não me atingiu com tanta força desta vez. Essa desconfiança, porém, durou somente até a aparição da grafia "Star Wars" na tela do cinema. O que se seguiu foi uma ambientação singular, eu estava nesta galáxia muito distante novamente, como se fosse a primeira vez.

O fan service estava lá para impulsionar ainda mais este sentimento nostálgico, numa dose saudável, sem prejudicar o enredo e muito menos ser o foco principal do filme, pois este, afinal, tinha uma história para contar.


Já sabemos como o filme termina, e este fator atrai a atenção do espectador para o caminho percorrido pelo grupo principal, bem como o conecta aos personagens de forma diferente. Sabemos que a equipe terá sucesso em sua missão, mas a que custo?

Rogue One não é um filme de aventura como os demais filmes da franquia e também não trata das peripécias da família Skywalker, Rogue One é um filme de guerra no melhor sentido possível. Os obstáculos são reais e tudo acaba tendo um preço, de modo que acompanhar a cruzada dos protagonistas acarreta em uma tensão atípica para a franquia, mas que encaixa de forma sublime neste longa.


Rogue One tem seus defeitos, é claro, como a falta de personalidade da protagonista (ao meu ver resultado dos últimos cortes na edição), cuja motivação é um tanto frágil, além de não possuir um espírito "rebelde" como os trailers indicavam. Estes defeitos, no entanto, não prejudicam a experiência e podem até passar despercebidos para o espectador.

O núcleo principal dos personagem é muito diversificado e isso é um prato cheio para os roteiristas, que podem ousar nos diálogos e nos entregar conflitos críveis e facilmente replicáveis em nossa realidade, ao mesmo tempo em que cria uma química curiosa e muito divertida de acompanhar.

 
O filme começa um pouco devagar, tem o seu segundo ato um tanto arrastado, mas cresce de forma espetacular no seu final. Parece que tudo o que se passou até aquele momento era uma preparação para o barril de pólvora que, inevitavelmente, iria explodir. 

Em resumo, a resolução dos conflitos é dura, atos possuem consequências reais e não existem Jedis para facilitar o caminho, tudo deve ser conquistado com suor, determinação e muita esperança, afinal de contas "rebeliões são fundadas em esperança" (Erso, Jyn - Há muito tempo atrás).


Gostaria de ter comentado esta obra com muito mais detalhes, mas não é do meu feito dar spoilers (não precisam agradecer). Então irei atiçar sua curiosidade de modo que você sinta o dever moral de assistir à este filme nas telonas dos cinemas e, caso você não esteja urrando em sua poltrona nas cenas finais, eu devolvo seu dinheiro.



Bruno Balestrin

4 comentários:

  1. Acho que para curtir mesmo o filme eu deveria repassar os episódios de Star Wars...

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    1. Olá Elaine.
      Não é uma má ideia hahaha.
      Mas olha, mesmo que você não os assista, o filme lhe provocará uma vontade incontrolável de rever o episódio IV e, não sei você, mas se eu começo a ver um episódio de Star Wars acabo querendo ver todos...

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  2. Cara, eu fiquei muito bolada de decidirem não colocar o 'letreiro' inicial com o resumão. Cortaram a rotina sem se preocupar. :'(
    Eu fugi de ler sinopse do filme, resenha, trailer. Queria que o Rogue one fosse totalmente surpresa pra mim ( e olha, foi difícil desviar dos spoilers gritantes) e saí do cinema com cara de MEUDEUS É SOBRE COMO OS REBELDES ROUBAM OS PLANOS E ENTRA ENTRE O FILME 3 E O 4 MDS MDS MDS.
    Você pode ficar com cara de NO SHIT SHERLOCK mas pra mim, esse lance todo de me guardar pro filme é maravilhoso! *-*
    Adorei a forma como relatou sua experiência com o filme.
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    1. Olá pessoa!

      Eu concordo contigo, esse filme MERECIA o letreiro inicial e, pelo o que eu entendi, essas ações foram pra deixar claro que Rogue One não pertencia ao core da saga, mas era "uma história Star Wars".

      Eu admiro a sua dedicação para fugir de tudo relacionado ao filme hahaha, geralmente eu me "desligo" dos filmes uns 3 meses antes do lançamento, pelos mesmos motivos que você citou, mas não consigo ficar 1 ano sem consumir nada, meus parabéns!

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