O Grande Lebowski - Cinema



Olá "dudes"! Mais uma terça-feira na vida de vocês e mais um post sobre cinema aqui no JaN. Hoje vou comentar um pouco sobre este filme que é tudo e nada ao mesmo tempo e, muito embora essa definição seja desprovida de sentido, foi a melhor maneira que encontrei para descrever essa obra.


Vamos ao que interessa. "O Grande Lebowski" (1997) é uma comédia dos irmãos Coen que conta a história de Jeff Lebowski (Jeff Bridges), o famoso "Dude", um homem desempregado que passa sua vida alternando entre fumar maconha ao som de country rock dos anos 60 e partidas de boliche com seus dois amigos. Um deles é um veterano de guerra, judeu convertido, aficionado por armas e com um temperamento explosivo (interpretado com maestria por John Goodman). Já o outro (vivido por Steve Buscemi) é um homem inexpressivo, contido e frequentemente negligenciado por seus parceiros.


Por alguma razão, em um determinado dia, dois homens invadem a casa do digníssimo Dude para cobrar uma suposta dívida que sua esposa teria contraído (vale destacar que ele não é casado). Ao perceberem que estavam se dirigindo ao Lebowski errado, os dois capangas deixam o protagonista em paz, mas não antes de um deles urinar no tapete que "dava vida à sala". 

Com esta mudança abrupta na sua rotina ociosa e incentivado por seu amigo belicoso, o Dude decide reaver seu tapete com o grande lebowski (perceberam que usei o nome do filme aqui?) e acaba se metendo em uma trama de desaparecimento, resgate, conspiração e qualquer outra maluquice que você possa (ou não) imaginar.


Por mais que a história seja excelente, com roteiro, direção e trilha sonora mais do que competentes, o que carrega esse filme a ponto dele se tornar um ícone cult é o brilhantismo dos personagens (inclusive os secundários). Jeff Bridges faz o papel de sua vida, enquanto o restante do elenco trabalha com uma excelência raramente vista.


Contudo, a melhor característica deste longa é que ele possui uma variedade imensa de possíveis interpretações, podendo ser concebido como uma crítica à sociedade norte-americana da década de 1990, como um retrato de uma vida dedicada ao "deboísmo", como uma comédia sem sentido, ou ainda nada disso. Tudo vai depender do estado de espírito de quem estiver assistindo.

Sendo assim, a dica é ver e rever este filme, para poder absorver toda a qualidade e profundidade dos personagens e ainda sentir, a cada nova "assistida", uma perspectiva diferente a respeito do que este longa representa.



Bruno Balestrin

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