WESTWORLD - PRIMEIRAS IMPRESSÕES


Olá galera! Meu nome é Bruno, tenho 19 anos e começa agora minha aventura como escritor pelas interwebs (adoro a sonoridade desse termo), então sintam-se livres para comentar e criticar qualquer aspecto que lhes chame a atenção, vamos fazer destes posts semanais uma espécie de diálogo, que tal?

Bom, sem me estender muito, gostaria de apresentar os temas sobre os quais buscarei tratar aqui, vou versar sobre séries, cinema, livros e qualquer outro segmento com aquela cara nerd que o site do JaN traz e vocês já estão habituados.

Como este é o meu primeiro post, eu achei interessante chegar chutando o pau da barraca, então trarei pra vocês minhas primeiras impressões sobre a nova megaprodução da HBO, uma série um tanto curiosa com um nome um tanto genérico. Se você apostou suas fichas em “Westworld”, meus parabéns pela escolha correta. Sendo considerada a substituta para Game of Thrones (pois é, está acabando), pelo menos no quesito de produção (pois uma não tem nada a ver com a outra), já que a primeira temporada de Westwolrd (cuja estreia foi no domingo 02/10) custou 100 milhões de doletas e as demais (pelo menos 5 planejadas, de acordo com os produtores) devem seguir esta linha descontrolada de gastos dignos de produções cinematográficas.




Com o titio J.J. Abrams sendo um dos produtores (Olha só você começando a ficar interessado), a série é criada e roteirizada por Jonathan Nolan (irmão mais novo do Christopher) e sua esposa Lisa Joy, e talvez essa seja a chance de Jonathan sair da sombra do irmão e mostrar o quão bom é com uma câmera nas mãos, pois já conhecemos sua habilidade com caneta e papel, tendo em vista que o young Nolan foi responsável pelos contos que deram origem à Amnésia e Interestelar. Além de tudo, Westworld conta com um elenco de dar inveja em qualquer série de TV, com Anthony Hopkins, Ed Harris, James Marsden, Jeffrey Wright, Ingrid Bolsø Berdal, Rodrigo Santoro, dentre outros, o grupo de atores da série tem uma qualidade potencial absurda.

Então, antes de começar a abordagem sobre o enredo da série, tenho que ressaltar a maestria da HBO em fazer aberturas, a introdução de Westworld é tão emblemática quanto à de GOT (veja abaixo essa obra prima). A combinação de música e arte, e pequenas referencias ao contexto geral da série fazem desta uma das melhores aberturas da história da TV.



Baseada na obra homônima de Michael Crichton (filme de 1973), mesmo que seguindo um caminho completamente diferente, Westworld nos apresenta um universo futurista e utópico, no qual a humanidade evoluiu sua tecnologia a ponto de acabar com as doenças e curar qualquer tipo de anomalia física, mas tal avanço ainda (ressaltando a palavra “ainda”) não consegue reviver os mortos. E, em meio à este paraíso tecnológico, um parque de diversões, cujo mote é a imersão dos clientes em um mundo de faroeste já há muito esquecido, utiliza da mais sofisticada tecnologia para a construção de androides e cenários, com o intuito de fornecer diversão ao seu público. As pessoas, que pagam grandes quantidades de dinheiro pelo serviço, são inseridas numa história linear e podem fazer o que quiserem enquanto ali estão (sim, o que quiser fazer inclui: assassinatos, passeios à cavalo, estupros, dentre outras coisas), pois podem afetar o mundo artificial, mas este não pode afeta-las.

O episódio piloto funciona muito bem ao nos apresentar o universo e as regras que o regem. Ao estabelecer as premissas básicas do funcionamento da série, como os loopings no enredo que cerceia o mundo do faroeste, a complexidade da inteligência artificial dos androides, o quanto estes podem interagir com o mundo real, o processo de criação dos robôs e o que é a empresa responsável por este paradigma.



Dentre tantas novidades a informar ao público, o roteiro do piloto ainda consegue estabelecer várias subtramas que servem como gancho para os próximos episódios sem afetar o desenvolvimento da trama principal, o que no fim nos entrega um episódio redondo capaz de nos satisfazer enquanto apresentação de um novo mundo, bem como instigar-nos à busca por respostas (e é aí onde a diversão começa).

É incrível como o roteiro força o público a pensar, pois não entrega nada mastigado ao espectador, e toda a construção do ambiente serve para explicitar conceitos, situações temporais e, principalmente, o que diabos é este universo. Nolan tem uma capacidade imensa para criar diálogos (já havia demonstrado isso nas conversas entre Batman e Coringa no Cavaleiro das Trevas) e extrair o melhor do seu elenco, as aparições de Anthony Hopkins são magníficas e seus diálogos sempre carregam um peso dramático, além de nos apresentar um personagem complexo e muito interessante, já Ed Harris traz uma aura de mistério ao seu personagem, de modo que a todo o momento queremos saber quem ele é e quais são os seus objetivos.


Como a série trata de Inteligência Artificial, a condução do enredo em direção à questionamentos sobre a natureza e os limites dos seres dotados de tal intelectualidade é inevitável tendo em vista o terreno fértil em que este campo se sedimenta, ou seja, um dos pilares da série passa a ser a consciência dos androides e até que ponto estes podem ir, sendo que a princípio são apenas marionetes utilizadas como instrumentos de entretenimento em um jogo sádico criado por humanos. Portanto, caso você tenha um conhecimento básico sobre as Leis da Robótica de Asimov, as cenas com moscas farão sua cabeça explodir (ok, posso ter exagerado um pouco).


Westworld possui, enfim, o selo HBO de qualidade, mas deve enfrentar maiores barreiras para cair no gosto do público geral, pois ficção científica detém um público bem mais específico que fantasia e este aspecto pode pesar nos números finais. No entanto, isso não tira o mérito dos produtores em desenvolverem um projeto mais ousado e, quem sabe, emplacar mais um sucesso ao catálogo da HBO. Vale lembrar que os episódios são lançados semanalmente, às 23h de domingo, e podem ser assistidos on demand via HBO GO (o serviço de streaming da HBO).



Bruno Balestrin

10 comentários:

  1. Eu achei essa série foda! E a cena final do primeiro Ep fez um gigante "WTF?!" na minha cabeça. Com toda certeza é uma série que eu quero assistir! Ótimo post jovem! E que sua barba cresça sempre!

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    1. Rapaz, tive as mesmas sensações que você, essa série me pegou de jeito, principalmente por não apresentar aquele estereótipo de ficção científica dos canais Sci-Fi. Enfim, obrigado pelas palavras e que Odin te abençoe!

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  2. Assisti os 3 primeiros episódios e estou gostando muito!
    Achei muito criativo todo esse mundo do parque e estou muito curiosa sobre o "homem de preto". Li algumas teorias sobre ele, mas todas já foram por água abaixo no episódio 3...

    Juny // http://www.junypelomundo.com.br/

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    1. Olá Juny!
      Também estou muito empolgado com a série!
      O "homem de preto" é uma fonte inesgotável de teorias e mesmo que a cada episódio novas informações nos sejam entregues, o mistério em torno dessa figura só crese!
      O submundo da internet, conhecido como Reddit, já está trabalhando em novas teorias para brincar com a nossa cabeça.

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  3. Oi Bruno! Bem vindo ao clube e excelente estréia a sua! Eu não pude assistir à estréia da série mas estou louca para começar. Ficção científica é sempre uma boa pedida e a série parece repleta de elementos incríveis, tal como você tão bem descreveu!
    Irei adorar ler mais de suas matérias por aqui!
    xoxo

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  4. Olá Rê!
    Agradeço seus comentários generosos!
    Quando você assistir à série, volte aqui para comentar o que achou, que tal?

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  5. Preciso assistir, todo mundo comentando!Alguns compararam com Stranger Things!

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    1. Flavi,
      Talvez a relação com ficção científica seja um elo entre essas duas séries. No mais creio que cada uma é excelente ao seu estilo.
      Espero que goste da série.

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  6. Eu não assisti na estreia, mas quando o segundo foi lançado, meu namorado disse que eu precisava ver, pois é bem dentro da temática que gosto, e meu Deus, adorei o ambiente da série, a forma como algumas questões são abordadas. A série se manter o ritmo vai alcançar ainda mais público, na verdade nesses dois episódios já me conquistou.

    Bem vindo,
    pinguimtagarela.blogspot.com.br

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    1. Olá Diovana, agradeço as boas vindas!
      Realmente a temática da série é fenomenal. O orçamento estratosférico da HBO é sempre muito bem distribuído e, como você muito bem apontou, a ambientação da série foi muito competente. Sem dúvida um fatores que me convenceram a continuar assistindo.

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