Ponto de Fuga – Mary Sharratt


Olá pessoal, dia 08/03 foi dia Internacional da mulher e para comemorar esse dia (atrasado eu sei...) eu separei um livro muito interessante.
Ponto de Fuga é um livro que se passa em uma época em que os pais escolhiam os maridos de suas filhas, em que as mulheres eram extremamente submissas e serviam apenas para procriar e cuidar do lar. Eu escolhi esse livro em comemoração ao dia da Mulher justamente por tratar de mulheres fortes! May e Hannah são duas irmãs, cuja mãe faleceu e vivem apenas com o pai. May é uma moça bastante desenvolta, se dá muito bem com os homens e tem muitas aventuras, é uma mulher que gosta de desfrutar do sexo, coisa completamente desprezível em sua época, May é “falada” em sua cidade e apesar de ter descoberto um meio de não engravidar para não manchar mais ainda o nome da família, precisa se casar, pois já está com idade e já se envolveu em muitos escândalos. Hannah por sua vez é uma moça bastante tímida e recatada que esconde um segredo, seu pai é médico, mas devido a idade está com as mãos trêmulas e não consegue mais operar o bisturi, então ele venda os pacientes e deixa que a filha caçula efetue os procedimentos com suas mãos firmes apenas lhe assessorando de perto para que efetue as cirurgias corretamente.

Mary Sharratt - Autora
Aparece então uma proposta de casamento para May, ela precisa viajar de navio para outra cidade a fim de se casar com um primo distante que mora em uma fazenda um tanto quanto retirada. As irmãs precisam então manter contato apenas por carta, até que um dia as cartas de May param de chegar. Como o pai das duas vem a falecer Hannah embarca em um navio a fim de ir morar com sua irmã, mas ao chegar finalmente a sua casa encontra apenas o cunhado só e isolado, como um ermitão, ele conta a ela o aconteceu, que sua irmã faleceu algum tempo antes, que os empregados se foram e que desde então vive só.
Como não tem como voltar Hannah acaba por morar com o cunhado, de forma provisória no começo. Porém eles acabam se apaixonando e com esse amor os mistérios começam a vir a tona abalando a relação de ambos. O que acontece depois seria spoiler então vou omitir para não estragar a leitura de ninguém.
Uma coisa que acontece e acredito que não será problema eu mencionar é que Hannah começa a atender como médica disfarçada de homem, isso no entanto eu não vou dizer quando nem como, mas é apenas para ilustrar o motivo pelo qual escolhi esse livro para celebrar o dia internacional da mulher.

As personagens femininas desse livro, em setores diferentes desafiaram seu tempo, são mulheres fortes, com personalidade que destoam da sociedade na qual vivem.
É um livro muito bom, eu particularmente achei ele bom e ruim, bom no sentido crítico, por ser bem escrito e possuir um desfecho no final que te leva as lágrimas, por demonstrar o quanto uma pessoa indiretamente pode minar a felicidade de outra, talvez não de propósito, mas tomando atitudes que levam a isso. O amor entre Hannah e o cunhado é lindo, ele é bom para ela e ela é boa para ele, mas a felicidade dos dois depende de mais que isso. O lado ruim é o emocional, há personagens que você se apaixona e a maneira como a história se desenrola para eles as vezes magoa por não ser o que você acha que o personagem merecia, mas é bem escrito como eu disse, justamente por isso, se te envolve ao ponto de você querer fazer alguma a coisa a respeito é porque é um livro tão bom que te envolveu de verdade.
Portanto eu recomendo essa leitura, eu levei algum tempo para assimilar que eu não poderia ter feito nada, que não era uma história real, que eu achei muita coisa injusta, mas mesmo assim eu recomendo, por ser uma leitura bem rica em reflexões.
Leiam e me contem o que acharam!

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Até a próxima.


Lila Martins

2 comentários:

  1. Oooi! Tudo bem?

    Nossa, que livro maravilhoso! Vou querer ler, com certeza. Confesso que não leio muito desse estilo, dessa época, porque me irrito muito com os costumes e preconceitos da época, e acabo não aproveitando tanto o livro. Mas quando a autora sabe desenvolver os personagens, de forma que a mensagem principal do livro seja a superação e não o problema em si, dá gosto de ler. Já admiro a personagem Hannah sem nem conhecê-la! Tô com medo do que pode acontecer com ela por conta desse seu comentário sobre as injustiças do livro, tô achando que vou é chorar quando pegar pra ler.

    Beijinhos, te espero lá no http://amendoasefelpices.blogspot.com.br/

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    1. Olá Amanda!
      Sim! A Hannah é uma personagem maravilhosa mesmo, vai gostar muito dela, em relação a lágrimas... Quem dera parasse aí eu queria por toda lei entrar no livro e arrumar a bagunça, nossa a sensação de impotência é horrível... Chorei bastante.
      Bjs! Volte sempre!!!!!

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